
Dorflex.
December 23, 2008Vejo em minhas costas curvadas
a curva da minha existência de maquinaria;
ou melhor, não vejo; miopia.
Alguém por perto grita, meu coração tapa
as artérias. Não escuto, não aceito, não concordo.
Faço-me difícil e não agarro a chance; solto.
Flexiono a dor e o tempo. Projeto o sorriso
à frente dos fatos; espero-os, não os crio.
Fraco, medroso, vazio.
Me aperto. No mal sentido. Dedos que se fecham
sobre minha própria face, como dentes fracos.
Vitórias que se tornam erros. Crassos.
…
Somos muito responsáveis. Para conosco, para com os outros, para com o restante e com o tudo.
Talvez devêssemos andar para o lado. Deixaríamos de ser um exemplo; seríamos um abuso.

mais um texto daqueles que eu leio umas cinco vezes e reflito.
intrigante e apreensivo.
…
não direi que tudo irá melhorar, que será diferente ou que tudo ficará bem. verbo futuro não me agrada, beira o comodismo.
o presente é mudança e está acontecendo.
agora.
feliz e sorrindo.
tiagones… feliz 2009, e espero que muitos outros textos fodaços apareçam por aqui… e vamos nor ver um dia desses… abraço forte…