
Sinal sonoro no vácuo.
August 25, 2008
Eu gosto de esfregar o rosto com a mão.
A mão contra o rosto, e vice-versa.
Eu tiro os óculos e esfrego, massageio, localizo.
Eu contraio e belisco, indicador contra dedão.
Os polegares passeiam entre a falta de pensamento
e a ausência de coragem.
Se eu ainda não tomei banho, supostamente sujos.
Se já tomei, pretensamente limpos.
E sempre descrentes do mundo abstrato.
Eu aperto a carne e expurgo tudo.
Viro acéfalo. Fico mudo.
Eu estou cansado.

Inspirado, também.
Meus dedos passeiam para “re-conhecer”, a pele, o tato, o calor. Faço de olhos fechados e sorrio confortavelmente.
Não te quero cansado, mas te amo poeta.
i’m following you..
=D
Muito bom, Tiago.
Beijo, voltando. Ou tentando voltar.